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Design Philosophy

Nosso trabalho começa na tensão entre o que é encontrado e o que é criado. Cada projeto mede essa distância — entre o mundo como ele é e o mundo como ele poderia ser — e lhe dá forma.

Para nós, a arquitetura é um ato de descoberta. A ordem já existe — na luz e na sombra, na gravidade e no horizonte, no ritmo lento dos ciclos naturais. A tarefa do arquiteto é tornar essa ordem perceptível: traduzir a lógica inerente do lugar em espaço, estrutura e proporção. Disciplina e precisão são os meios pelos quais a atenção se torna visível — as ferramentas que nos permitem ver e, através da visão, construir.

O projeto começa com o contexto — o campo de relações entre paisagem, materiais e uso humano. A forma não é imposta, mas sim elaborada, moldada pelas circunstâncias, pelo clima e pela intenção. Cada projeto se torna uma estrutura para interação, onde topografia, movimento e luz são organizados em uma sequência legível e continuidade espacial. Através da contenção e da clareza, a arquitetura revela a inteligência silenciosa do lugar — transformando a percepção em consciência e a consciência em forma.

O trabalho artesanal confere presença material a essa consciência. O todo se expressa no detalhe: a junta que resolve a geometria, a aresta que intermedia a luz, a superfície que registra o tempo. Esses elementos não são decoração, mas evidência — pontos onde o pensamento encontra a matéria e onde a construção se torna linguagem.

Dessa forma, nosso projeto busca ir além do edifício — adentrando o terreno, as passagens e as margens que compõem o espaço compartilhado da vida cívica. A medida de um projeto reside não apenas em sua ordem interna, mas em como ele dá forma aos vazios entre os elementos — sustentando o encontro, a continuidade e o senso de pertencimento. Construir bem é uma forma de serviço: esclarecer o ambiente para que as comunidades possam se reconhecer nele e compartilhar da dignidade silenciosa do lugar.

Quando a arquitetura atinge esse equilíbrio, a percepção desacelera. A mente e o corpo se alinham ao ritmo do lugar. Nessa quietude, estrutura e natureza convergem — um equilíbrio de matéria, ar e luz que esclarece nossa relação com o mundo e nos lembra da ordem à qual pertencemos.

Arquiteto analisando amostras de materiais, acabamentos e plantas arquitetônicas no estúdio Open Form Architecture.

Filosofia do Estúdio

O escritório Open Form Architecture se estrutura como um ateliê de design — pequeno por intenção, rigoroso por cultura. O estúdio valoriza a precisão, a proporção e a sobriedade em detrimento da novidade. Cada projeto é um exercício de clareza: encontrar o essencial, eliminar o supérfluo e executar com maestria técnica.

O trabalho evolui a partir da continuidade, não da ruptura. A arquitetura do estúdio nasce da lógica do seu contexto — clima, materiais, topografia e memória — de modo que as novas construções reforcem os padrões naturais e cívicos que tornam as comunidades duradouras.

A colaboração no estúdio é ao mesmo tempo disciplinada e dialógica. Espera-se que cada membro reflita, questione e contribua. A parceria e a mentoria acontecem lado a lado, por meio do desenho, da crítica e da autoria compartilhada.

A empresa mede o sucesso não apenas pelo lucro ou pela publicação, mas pela continuidade — a capacidade de realizar um trabalho significativo ano após ano, sem sacrificar a integridade ou a qualidade de vida. A arquitetura não é um evento, mas uma arte constante.

Mesmo em projetos privados, o escritório reconhece a responsabilidade cívica da arquitetura. Ruas, pátios e limiares formam o tecido conectivo da experiência humana. A medida de um projeto reside não apenas em sua ordem interna, mas em como ele ativa os espaços entre eles — convidando ao encontro, à reflexão e ao sentimento de pertencimento. Construir bem é um ato de serviço: moldar o ambiente para que as comunidades possam se enxergar com mais clareza e compartilhar da dignidade silenciosa do lugar.

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